Sobre

José Marques Garcia (1862-1942) foi um dos pioneiros do Espiritismo francano, cujas atividades integraram-se em 1901. Apiedado da indigência e marginalização dos enfermos mentais em Franca, a partir de 1902 começou a levar um e outro à sua própria residência, prestando-lhes o auxilio e tratamento possíveis, desperto pelo sentido de caridade da doutrina que acabava de assumir e pelos próprios recursos de saneamento nela entreabertos.

    Mais à frente, sentindo a necessidade e inspiração de aumentar e melhorar a assistência que vinha promovendo aos enfermos em sua residência, José Marques Garcia foi edificando algumas pequenas casas para abrigá-los . Daí originou-se, em 19 de novembro de 1922, o Asilo Allan Kardec, na antiga Rua Irmãos Antunes, hoje Rua José Marques Garcia, no bairro Cidade Nova em Franca.

    Em 15 de novembro de 1927 José Marques Garcia fundou o jornal A Nova Era, cuja circulação logo se expandiu por todo o Brasil. Era aquela uma atitude verdadeiramente pioneira, em Franca e no Brasil, haja visto que tal entidade psiquiátrica foi HISTORICAMENTE A SEGUNDA DO NOSSO PAÍS, enquanto o Jornal A Nova Era se irmanava a poucos outros órgãos, surgindo também como atitude de vanguarda em tempos de difícil aceitação do Espiritismo.

    Aos 03 de outubro de 1933 a entidade passou a denominar-se “Casa de Saúde Allan Kardec “. Em 31 de março de 1966 a entidade adquiriu personalidade jurídica , adequando-se melhor às exigências dos setores de saúde e administração pública, inaugurando novos pavilhões para acolhimento de um número crescente de pacientes .

    Com a expansão e a diversificação das atividades, bem assim para a obtenção de substanciais vantagens na isenção de tributos , a entidade passou a denominar-se a partir de 08 de dezembro de 1972, Fundação Espirita Allan Kardec, com as decorrentes implicações .

    Desde a sua fundação até o ano de 1969, o trabalho desenvolvido no acolhimento dos portadores de doenças mentais era mantido por donativos filantrópicos da comunidade . A partir de 20 de julho de 1970 , firmou-se convênio com a Secretaria de Estado da Saúde – Coordenadoria da Saúde Mental , para atendimento a 100 ( cem) leitos, sendo 50 masculino e 50 feminino . Nesta época, recebíamos por leito dia efetivamente ocupado, prevalecendo até a data de 31 de dezembro de 1987. A partir de 1988 foi firmado convênio com o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social – INAMPS- MPAS e Coordenadoria da Saúde Mental – CSM , passando a receber subvenções do Estado . A partir de 27 de dezembro de 1989 firmou convênio com o Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde do Estado de São Paulo – SUDS /SP . O convênio contemplava 200 leitos por pacote . A partir da década de 90 a denominação passou a ser chamada de Sistema Único de Saúde – SUS a qual permanece vigente até os dias de hoje.

    Nos tempos atuais, disponibilizamos ao sistema Único de Saúde 200 leitos para tratamento em internação hospitalar, além de 30 vagas destinadas ao atendimento do Hospital-Dia para pacientes esquizofrênicos/psicóticos . Atualmente , o maior desafio da Fundação é buscar equilíbrio das receitas e despesas ,uma vez que o valor pago pela diária SUS / AIH é insuficiente para atender todas as exigências impostas pelas Portarias vigentes ( 224 e 251 MS ). Em busca deste equilíbrio , a fundação disponibilizará á sociedade mais leitos destinados a tratamento de patologias mentais para convênios e particulares, uma vez que a política nacional é o inverso, ou seja, fechamento de leitos disponíveis.